19 de junho de 2010

crucificai-vos uns aos outros

A morte do autor português José Saramago deixou um grande vazio no meio literário. Mas o que mais chamou a atenção foi a quantidade de mensagens em referência ao ateísmo de Saramago. Em sua maioria, maldizendo o autor.

Acho ridículo que as pessoas, em pleno século XXI, tenham esse tipo de preconceito. Um homem acreditar em determinada religião - ou não acreditar em nenhuma -  não o torna melhor ou pior do que ninguém. Não é a religião que define caráter, índole, ética, respeito ou o que quer que seja. Mas esses atributos são facilmente identificáveis de acordo com a conduta diária das pessoas - independentemente de religião.

O fato é que o que se vê atualmente é uma porção de pessoas que se intitulam "cristãos" apedrejando e crucificando outras pessoas, seja pela sua crença, seja pela sua opinião, seja lá pelo que for. Como se essas pessoas fossem o modelo e o exemplo do que é certo e do que é errado, se julgam no direito de julgar aos demais.

O paradoxo disso tudo é que, no fundo, parece que justamente a maioria dos cristãos se esquece de praticar o "amai ao próximo" no seu dia-a-dia. E não perdoam. Nem a morte.

Um comentário:

  1. "Deus está morto". Já dizia Nietzsche! Mas ele nos ensina o que é a religião cristã, de certa forma ele foi uma dinamite como ele mesmo admitiu, e que isso era um mal para o homem.
    Realmente é muito pobre ver pessoas discutindo crenças. Eles querem estar certos, mas pegam o principio do orgulho lá da terra de judá, donde veio tudo isso que vemos HOJE por aqui.
    Não quero expor aqui minhas opiniões referente a religião e nem ao cristianismo, mas de fato não precisa caminhar muito com um crente extremamente dogmático ou um católico fraco, dependente. Eles são terríveis, eles e suas morais platônica/cristã.

    Interessante encontrar esse tipo de assunto por aqui também.

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