5 de setembro de 2009

da falta que você (não) faz

Quantos gestores sabem exatamente as atividades de seus funcionários, a complexidade, o tempo investido? Será que qualquer profissional é capaz de fazer as mesmas atividades de outro, ou as aptidões e facilidades para executar determinada tarefa está relacionada não só a formação técnica, mas também a outras vivências e experiências profissionais e pessoais da pessoa?

Férias. Quantas vezes não ouvimos a máxima 'não saia 30 dias de férias porque podem perceber que você não faz falta na empresa'. Será que a presença realmente faz a diferença? Será que temos consciência da importância das tarefas que executamos? Ou será que realmente existe muita coisa inútil que não faz falta?

E se grande parte de nossas atividades são tão 'sem importância' a ponto de não fazermos falta durante nossas férias (sim, de trinta dias!), como surgiram essas atividades inúteis, e por que são necessárias se não são imprescindíveis para a empresa?

Quantas vezes você não é cobrado por algum projeto, planilha, gráfico, que nunca foi apresentado? Que foi feito às pressas, varando a noite, e no dia seguinte seu chefe nem sequer deu uma olhada no que foi pedido?
Quantos relatórios você não emite para aquele cara chato da contabilidade, da engenharia, da área de vendas, que muitas vezes seu chefe nem sabe que é solicitado a você?

Quantas horas você não perdeu mudando a cor daqueles gráficos para tons pastéis, porque seu diretor acha que fica melhor na apresentação? E seu diretor sabe quanto tempo leva para trocar as cores de TODOS os gráficos de uma apresentação de mais de 40 slides?

Quem sabe exatamente o que é imprescindível para a organização dentre o rol de atividades de sua responsabilidade?
Muitas vezes tive a nítida impressão de que meu diretor não sabia o que era imprescindível para sua área. E se ele não sabia, meu gerente talvez soubesse menos ainda. E se ambos não conseguiam definir prioridades, o que dirá sobre os que estão abaixo deles...

Talvez se a comunicação fosse mais eficiente, entre diretores e executores, entre aquele que pensa e aquele que executa, entre o iluminado que tem aquela idéia fantástica e o coitado que terá que por em prática, você saberia exatamente o quê é esperado de você, e não perderia tanto tempo mudando a cor daquele gráfico para tons pastéis porque fica mais bonito. Segundo seu diretor, claro.

Por que cá entre nós, se o gráfico mostra indicadores abaixo do esperado, o que importa a cor pastel daquele vermelho significando que o objetivo não foi atingido?

Um comentário:

  1. Não sabia que tinha um blog!
    Sou problogger por isso tenho uns 10 ( de wallpapers de celebridades a informática).
    Vai dar continuidade a esse?
    Mande notícias.

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