26 de março de 2008

do estágio II

Como as empresas não consideram como experiência o período de estágio, acabam efetivando um estagiário, depois de cinco anos, como júnior ou, pior ainda, assistente ou auxiliar de alguma coisa.

A empresa foi sacana? Sim. Mas vamos ser sinceros: o estagiário foi um tapado! Primeiro por ter se sujeitado a ficar cinco anos em uma organização como estagiário. Segundo por ter aceitado o título (e o salário) de um auxiliar, assistente, ou júnior.
Deixo um conselho que já virou lenda para os estagiários. Você deve estar pensando "se conselho fosse bom não se dava, se vendia". Mas eu sou da era do trabalho voluntário.

Estagiário, aproveite o período da faculdade para transitar pelas empresas, experimentar diversas áreas, tipos de organização diferentes... é mais fácil encontrar uma área legal durante o estágio, do que tentar decidir alguma coisa depois de formado. E não leve desaforo pra casa. Não acredite que baixar a cabeça leva alguém à efetivação. Leva, sim, à exploração! Tenha personalidade, lute pelo que você acredita. Se você não se sente valorizado, arruma outro estágio e dá um pé nas organizações que não te valorizam, que não enxergam o seu tempo de estágio como experiência profissional. E não fica "passando serviço", não. Lembre-se que o seu contrato de estágio pode ser rescindido a qualquer momento, tanto por você, quanto pela empresa, e eu te garanto que se eles quiserem te dispensar, é até logo e tchau.

O seu período de estágio é que vai definir que tipo de profissional você vai ser neste mundo corporativo: um tapado ou um rebelde. Mas não se preocupe, existe espaço nas organizações para ambos perfis. Um não existe sem o outro.

A pergunta é: você quer deixar a sua marca e virar lenda ou ser só mais um? A resposta a essa pergunta, só depende de você. Todos têm um lugar ao sol.

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